Santuário de São Francisco

 

Apresentação do livro Georg Friedrich Händel, Francesco Maria Ruspoli e Roma

20 de agosto 19h30
Istituto Italiano di Cultura de São Paulo
Av. Higienópolis, 436 Higienópolis, São Paulo

Apresentação do livro Georg Friedrich Händel, Francesco Maria Ruspoli e Roma, de Ursula Kirkendale, revisado por Warren Kirkendale, traduzido por Giorgio Monari, LIM, Lucca 2017 (Saggi Ruspoli 1), por Paulo Castagna (UNESP), e discurso sobre Händel e sua música entre Norte e Sul por Giorgio Monari (curador).

«Ursula Kirkendale’s studies demonstrate once again that humanistic culture, which finds its roots in classical literature, history, and art, can offer instruments of knowledge that otherwise remain not accessible. Before the discoveries of Ursula Kirkendale “nothing was known in the history of music about Händel’s sojourn in Rome or the fundamental role of Francesco Maria Ruspoli as a patron.” All that we now know of the Roman period of Händel, 1706-1708, comes from the studies done by Mrs. Kirkendale in the Ruspoli-Marescotti archival collection that is kept in the Secret Archives, a work conducted over several years». (Online Window into the [Vatican] Library, V jan.-mar. 2018)

III Concurso Ruspoli de Estudos musicológicos Euro-Latino-Americanos

22 de agosto 18h30 Universidade do Estado de São Paulo, Campus IA
R. Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda, São Paulo

Lançamento do Quaderni Ruspoli II
com a publicação do trabalho do vencedor do II Concurso Ruspoli de Estudos musicológicos Euro-Latino-Americanos, apresentado por Paulo Castagna (UNESP) e Javier Marín (Universidad de Jaén, España)

Cerimônia de Premiação
em colaboração com o Istituto Italiano di Cultura em São Paulo e a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP)

Apresentação musical do Madrigal Padre José Maurício com obras sacras de José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) Bruno Tadeu regência e órgão
Jeannie Wecker violoncelo

Agradecemos ao prof. Wladimir Mattos pela colaboração na coordenação do evento

«A musicologia brasileira contemplou suficientemente as práticas musicais da Corte de D. João VI (1808-1821) e do Primeiro Reinado (1821-1831), quando a cidade do Rio de Janeiro abrigou uma capela com qualidade musical comparável à de importantes cidades europeias e um teatro «maior do que a ópera de Paris». O período das Regências (1831-1840) e o início do Segundo Reinado (1840-1889), entretanto, têm sido menos estudados, devido ao fato de a música sacra e a ópera terem então entrado em decadência. A musicologia tendeu a desprezar outras práticas musicais da época, como aquelas relacionadas ao teatro cômico, tema do presente ensaio. A historiografia do teatro, por sua vez, vem abordando os gêneros principais de teatro musicado no Brasil da segunda metade do século XIX, como as operetas e revistas de ano, enquanto que as combinações de teatro com música produzidas na primeira metade do mesmo século constituem objeto de estudo pouco exploradopelas pesquisas acadêmicas.

Neste período, viveu Luiz Carlos Martins Penna (Rio de Janeiro, 05 de novembro de 1815 – Lisboa, 07 de dezembro de 1848), consagrado como o fundador da comédia de costumes no Brasil – gênero teatral que trata dos hábitos de uma determinada parcela da sociedade abordada pelo dramaturgo de maneira crítica e até satírica. Como assinalado por Maria de Lourdes Rabetti, a comédia de costumes de Martins Penna consiste numa «espécie inicial de teatro musicado» – décadas antes do surgimento das operetas e revistas, na segunda metade do século XIX. Na realidade, as comédias de Martins Penna prenunciaram seu projeto de criação da «ópera cômica brasileira», que o autor não teve, entretanto, suficiente tempo de vida para realizar». (Luiz Costa-Lima Neto, «Os folhetins Líricos e a música nas comédias de costumes de Luiz Carlos Martins Penna (1838-1874)», Quaderni Ruspoli II-2018)

Canto Barroco

em colaboração com a Universidade do Estado de
São Paulo (UNESP)

Dalma Krajnyák
Coordenação de Wladimir Mattos (UNESP)

22 de agosto 15h30 Universidade do Estado de São Paulo – Campus IA
R. Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda, São Paulo

 

Violino Barroco

em colaboração com a Sociedade de Cultura Artística de São Paulo, Universidade de São Paulo – Escola de Música e Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

Manfredo Kraemer
Coordenação de Mónica Lucas e Marcus Held

24 de agosto 10h Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin
Rua da Biblioteca, s/n – Vila Universitária, São Paulo

 

Visita ao conjunto franciscano do Largo São Francisco, São Paulo

com monitoria de Frei Alvaci (reitor do Santuário)

25 de agosto 14h às 15h30 Igreja do Santuário São Francisco, São Paulo

Na visita monitorada ao complexo histórico e arquitetônico do largo São Francisco, localizado no centro histórico da cidade de São Paulo, apresenta-se a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o Convento e Santuário São Francisco e a Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco. No roteiro estão inclusas a visita ao Pátio das Arcadas, ao Acervo de Arte Sacra e ao Mausoléu da Ordem Terceira de São Francisco.

Valor 20,00 reais (inscrições antecipadas)
Tel. 11 32912400
santuariosf@franciscanos.org.br
associacaoruspoli@gmail.com

Barroco Sacro

Concerto em colaboração com o Istituto Italiano di Cultura, o Santuário São Francisco e a Sociedade de Cultura Artística de São Paulo

25 de agosto 16h30
Igreja do Santuário São Francisco Largo São Francisco, 133 – São Paulo

O concerto Barroco Sacro é fruto da colaboração entre a Itinerância Ruspoli, o Istituto Italiano di Cultura, o Santuário São Francisco e a Sociedade de Cultura Artística de São Paulo, unidos para trazer pela segunda vez – depois da primeira em 2016 – a magnificência e a riqueza estética e espiritual da música de Roma capital barroca até o coração antigo da cidade de São Paulo. A seleção musical do programa apresenta composições sacras para vozes solistas e peças instrumentais da época do Príncipe Francesco Maria Ruspoli, que acolheu em seus palácios músicos como Arcangelo Corelli, Alessandro Scarlatti, Antonio Caldara e Händel. A Salve Regina de Händel, composta no Castelo Ruspoli de Vignanello (1707), faz parte das cinquenta obras que o Alemão escreveu em Roma graças ao mecenato de Francesco Maria. A cantata inédita de Caldara «Oh voi che in ciel splendete» também faz parte do repertório escrito para Francesco Maria e o concerto de hoje é a estreia moderna da peça. As alegorias pastoris dos versos da cantata escondem, segundo Giorgio Monari, sentidos morais e espirituais que precisam ser aprofundados e que podem abrir novos caminhos na interpretação deste repertório. O evento reúne a ganhadora da nona edição do Concurso Ruspoli de Música Barroca, Dalma Krajnyák, com músicos brasileiros e internacionais especializados em instrumentos barrocos e interpretação histórica da música antiga, entre os quais o renomado violinista Manfredo Kraemer e a reconhecida soprano Marília Vargas. Todos os músicos utilizam instrumentos da época e técnicas de execução baseadas em pesquisas musicológicas que recuperam uma forma de tocar que se perdeu no tempo. Seu objetivo é trazer ao conhecimento do público compositores e obras do passado, renovando o interesse e ampliando a compreensão sobre a história da música.

Manfredo Kraemer violino e direção musical

Marília Vargas soprano

Dalma Krajnyák alto

Guadalupe del Moral violino Alessandro Santoro órgão Diego Schuck violoncelo

Arcangelo Corelli (1653-1713)
Sonata da chiesa op. 3 n. 1 para dois violinos e continuo (Roma 1689)

Alessandro Melani (1639-1703)
«Vox turturis audita est», mottetto ‘per la Madonna’ para soprano, alto
e órgão (Roma 1673)

Antonio Caldara (1671-1736)
Sonata da chiesa op. 1 n. 12 para dois violinos e continuo (Venezia
1693)

Alessandro Scarlatti (1660-1725)
«Infirmata, vulnerata», mottetto para alto, dois violinos e continuo
(Napoli 1702)

Georg Friedrich Händel (1685-1759)
Sonata op. 2 n. 8 HWV 393 para dois violinos e contínuo (autoria incerta)
«Salve Regina» HWV 241 para soprano, órgão ‘concertante’, cordas e
contínuo (Vignanello 1707, para Ruspoli)

Antonio Caldara
«Oh voi che in Ciel splendete», cantata para soprano, alto, violinos e
continuo (Roma 1712, para Ruspoli)
primeira execução moderna
«Oh voi che in Ciel splendete … Mi brilla in petto» (recit. e ária de Tirsi)
«Non più ben veggio … No, non creder» (recit. e ária de Clori)
«Se l’espresso amor mio» (recit. de Tirsi e Clori)
«Vinsi, è ver» (ária de Clori)
«Nelle guerre d’amor … Cedo si» (recit. e ária de Tirsi)
«Lode al Ciel … Scherza, ride e brilla» (recit. e dueto de Tirsi e Clori)

Antonio Caldara
«Ciaccona» op. 2 n. 12 para dois violinos e contínuo (Venezia 1699)

Agradecemos à Diözesanbibliothek Münster por ter disponibilizado a cantata de Caldara e à Biblioteca Mons. Agresti de Lucca pelo mottetto de Melani (transcrições por Eugenia Chianese)

Agradecemos à prof. Dorotéa Kerr e à Universidade do Estado de São Paulo pelo empréstimo do órgão

Manfredo Kraemer

Especializado na interpretação historicamente informada da música dos séculos XVII e XVIII, nasceu na Argentina e é hoje transumante entre Europa e América como solicitado concertista, diretor e docente. Foi incluído pelo BBC Music Magazine em 2004 entre os mais destacados e influentes violinistas barrocos da atualidade. A sua discografia conta com mais de 50 títulos. É titular desde 2004 da cátedra de violino barroco na Escola Superior de Música de Catalunya (Barcelona) e mantem uma intensa atividade como docente em universidades e conservatórios da Europa e da América. Em 1996 fundou The Rare Fruits Council, ensemble cujas gravações receberam destacados prêmios internacionais. Promotor do Festival de Música Barroca Camino de las Estancias, na província de Córdoba, fundou La Barroca del Suquía, uma das primeiras e mais prestigiosas orquestras com instrumentos originais de Argentina. Em 2009, Manfredo Kraemer e La Barroca receberam o prêmio Konex de honra ao mérito.

 

 

 

Marília Vargas

Soprano paranaense, debutou no Teatro Guaíra, aos 12 anos como o Pastor na ópera Tosca, sob direção do maestro Alceo Bocchino. Estudou com Neyde Thomas, Montserrat Figueras, Christoph Prégardien, Silvana Bartoli e Barbara Bonney. Uma das mais ativas e respeitadas sopranos de sua geração, Marília Vargas divide seu tempo entre concertos, master classes e festivais de música, que a levam regularmente a realizar concertos em diversos países europeus, América Latina e Ásia, em importantes teatros, destacando o Theater Basel, Stadt Casino Bern, Tonhalle Zürich, Wiener Konzerthaus, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala São Paulo, Arsenal Metz, Theatre Royal Versailles, Berliner Konzerthaus, Auditorium e Liceu de Barcelona, Helsinki Music Centre e National Center of Performing Arts Beijing. Possui extensa discografia e inúmeras gravações para rádio e TV brasileiras e européias (TV Brasil, TV Cultura, TVE, Arte, Mezzo). Também é professora de Canto Barroco na Escola de Música do Estado de São Paulo e da Oficina de Música Barroca da Escola Municipal de Música de São Paulo.

 

 

Guadalupe del Moral

Oriunda de Córdoba (Argentina), começou a estudar violino com Humberto Carfi. Em 2003 trasladou-se a Barcelona para seus estudos superiores de violino histórico com Manfredo Kraemer na Escola Superior de Música de Catalunya, onde se licencia cum laude em 2009. Desenvolveu desde então uma intensa atividade como concertista, atuando também como solista, com diversos grupos de câmara e orquestras – Elyma, Le Concert des Nations, The Rare Fruits Council, Café Zimmermann etc. –, e gravando CDs com Alia vox, Zig-Zag, Harmonia Mundi, Sony, Deutsche Gramophon.

 

Alessandro Santoro

Organista e cravista, conseguiu o Master of Fine Arts (1991) no Conservatório Tchaikovsky de Moscou (Elena Richter) e fez mestrado em cravo no Koninklijk Conservatorium de Haia (Jacques Ogg). Gravou vários CDs com a Orquestra Barroca do Festival de Juiz de Fora e um CD (Ramee) com Sonatas para violino de Leclair premiado com o Diapason D’Or (2005). Apresenta-se com conjuntos como La Petite Bande e a Orchestra of the 18th Century. Integrou o corpo docente do Koninklijk Conservatorium (2001-06) e, atualmente, é professor na Escola de Música de São Paulo. É responsável pelo acervo e edição das composições de Claudio Santoro.

 

 

 

 

 

 

Diego Schuck

É formado na Hochschule für Künste de Bremen (Alemanha) em Violoncelo barroco com Viola de Hoog e em Viola da Gamba com Hille Perl e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em Regência Coral com o Prof. Dr. Joceley Bohrer. Atualmente é violoncelo solista na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Unisinos-Anchieta, violoncelista e regente assistente de Manfredo Schmiedt na Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul e regente do Porto Alegre Consort.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Castagna

Graduado e Mestre pela Escola de Comunicações e Artes da USP na área de Música e Doutor pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP na área de História, com Estágio Pós-Doutoral na Universidad de Jaén (Espanha), foi bolsista do CNPq, da Funarte, da Fapesp e da Fundação Vitae, sendo atualmente pesquisador do CNPq, na categoria Produtividade. É docente e pesquisador do Instituto de Artes da Universidade do Estado de São Paulo desde 1994, onde vem produzindo partituras, livros e artigos na área de musicologia histórica, além de cursos, conferências, programas de rádio e televisão, coordenando encontros de musicologia e pesquisas musicológicas para a gravação de CDs. Coordenou a Equipe de Organização e Catalogação da Seção de Música do Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo (1987-1999), a Equipe Musicológica do projeto Acervo da Música Brasileira no Museu da Música de Mariana (Petrobras, 2001-2003) e o projeto Patrimônio Arquivístico-Musical Mineiro (Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, 2007-2011). Atualmente coordena o Laboratório de Conservação, Arquivologia e Edição Musical da UNESP, que vem colaborando no tratamento arquivístico de vários acervos musicais históricos brasileiros.

 

Javier Marín

Estudou Musicologia na Universidad de Granada (Espanha), onde fez doutorado com Prêmio Extraordinário com uma tese sobre a música na Catedral do México durante o período virreinal e suas relações com a Península Ibérica (2007). Realizou prolongadas viagens de investigações no México e, na qualidade de Visiting Scholar, em Cambridge, Dublín, Chicago e Lisboa. Foi colaborador do Diccionario de la Música Española e Hispanoamericana e publicou diversos artigos e capítulos de livros sobre vários aspectos da cultura musical latino-americana e espanhola durante os séculos XVI ao XVIII em revistas especializadas, assim como em várias coleções internacionais de ensaios. É autor de Los libros de polifonía de la Catedral de México. Estudio y catálogo crítico (2 voll., Sociedad Española de Musicología e Universidad de Jaén, 2012), e co-autor de Espacio, sonido y afectos en la Catedral de Jaén (Universidad de Sevilla, 2014). Em 2010, foi premiado com o VII Prêmio de Musicologia Latino-Americana Samuel Claro Valdés de la Pontificia Universidad Católica de Chile. Desde 2007 é docente da Universidad de Jaén (España) e diretor do Festival de Música Antígua de Úbeda y Baeza e desde 2013 editor chefe da Revista de Musicologia, publicação semestral da Sociedad Española de Musicologia.

Wladimir Mattos

Doutor em Música pela Universidade do Estado de São Paulo, onde também obteve os títulos de Mestrado e Bacharelado em Música com Habilitação em Canto sob orientação de Martha Herr, é Professor do Instituto de Artes da UNESP e, desde 2006, ministra as disciplinas de Prosódia, Dicção, Fisiologia da Voz, Pedagogia do Canto, Linguagem Sonora e Interpretação da Canção de Câmara, além das disciplinas e orientações do Programa de Pós-Graduação em Artes. É fundador e líder do grupo EVPM (Expressão Vocal na Performance Musical), criado em 2005 para a realização do encontro O Português Brasileiro Cantado, atualmente dedicado à realização da série VOX de encontros internacionais (desde 2011), ao projeto Cantar em Português (desde 2014) e aos núcleos de Estudos da Canção Brasileira (desde 2016) e de Estudos sobre Novas Metodologias de Pesquisa em Artes (iniciado 2018).

Madrigal Padre José Maurício

O Madrigal Padre José Maurício, formado principalmente por alunos do Instituto de Artes da Universidade de Estado de São Paulo, iniciou suas atividades em 2016 e tem como principal objetivo a pesquisa e divulgação de repertório deste importante compositor brasileiro (1767-1830). Recentemente ampliou sua divulgação para as principais plataformas de streaming. Tem se apresentado nas principais igrejas de São Paulo encerrando, em 2017, o Simpósio Internacional comemorativo aos 250 anos de nascimento do compositor na Universidade Federal do Rio de Janeiro.